Caracas, 5 jan (EFE).- O vice-presidente da Venezuela,
Nicolás Maduro, disse nesta sexta-feira que o novo mandato de Hugo
Chávez começará em 10 de janeiro, mas indicou que se o governante não
puder jurar o cargo perante a Assembleia Nacional (AN) nessa data,
poderá fazê-lo perante o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ)
posteriormente.
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"A Constituição estabelece que, como formalidade, (Chávez) deve
apresentar seu juramento perante a AN em 10 de janeiro, mas já em 10 de
janeiro começa o novo período constitucional e o presidente continua em
suas funções. Com isso, se estabelecerá o momento em que poderá prestar
juramento perante o TSJ", indicou Maduro em uma entrevista à estatal
"VTV".
Maduro indicou que "a formalidade" do juramento de Chávez, que foi
reeleito no pleito de outubro passado, poderá "resolver-se perante o TSJ
no momento que assim estimar o TSJ em coordenação com o presidente".
Chávez, de 58 anos e no poder desde 1999, está hospitalizado em
Havana desde que em 11 de dezembro foi operado por conta de um câncer na
região pélvica.
De acordo com o último boletim do Governo, Chávez sofre uma
insuficiência respiratória como consequência de uma "severa infecção
pulmonar", pelo que não deverá ser possível estar em Caracas em 10 de
janeiro para assumir o mandato presidencial para o período 2013-2019.
O vice-presidente fez alusão ao artigo 231 da Constituição, que
estabelece que o candidato eleito deve tomar posse do cargo em 10 de
janeiro do primeiro ano do seu período constitucional perante a
Assembleia Nacional.
"Se por qualquer motivo o presidente da República não puder tomar
posse perante a Assembleia Nacional, isso será feito perante o Tribunal
Supremo de Justiça", acrescenta a parte final desse artigo.
Maduro descartou, portanto, que em 10 de janeiro deva assumir a
chefia do Estado o presidente da Assembleia Nacional até a convocação de
um novo pleito.
O vice-presidente lembrou que a Constituição estabelece como "faltas
absolutas" do presidente apenas sua morte, sua renúncia, sua cassação
pelo TSJ e sua incapacidade física ou mental, além de abandono do cargo e
revogação popular de seu mandato. EFE


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