25 de Março tem o m² mais caro que a Oscar Freire
Manter
um negócio na rua comercial mais popular de São Paulo está cada vez
mais caro. Nos últimos quatro anos, o valor venal máximo do metro
quadrado de um terreno localizado na 25 de Março passou de R$ 5.292 para
R$ 12 mil, de acordo com a Planta Genérica de Valores (PGV) proposta
pela Prefeitura. Mais caro que o da luxuosa Rua Oscar Freire, nos
Jardins, onde o valor chega a R$ 8.396 - em 2009, esse patamar era de R$
3.547.
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Alugar uma loja na 25 de Março requer um investimento mínimo de R$ 35
mil por mês, segundo a associação de lojistas. Já o ponto chega a valer
R$ 1 milhão.
Elaborada pela gestão de Fernando Haddad (PT) para servir como base
do reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) a partir de
2014, a atualização da PGV indica ainda que os preços por metro quadrado
praticados em outros dois endereços de comércio já passam de R$ 10 mil.
É o caso da Rua Santa Ifigênia, também no centro, e da Alameda Gabriel
Monteiro da Silva, nos Jardins, zona sul. Especializada em artigos de
decoração, a alameda é uma das mais valorizadas da capital, alcançando
R$ 10.934 por metro quadrado.
Os preços registrados na Rua José Paulino, que também vende roupas,
mas de apelo popular, são semelhantes. Segundo a Prefeitura, um
comerciante interessado em abrir uma loja na via paga, no mínimo, R$
6.853 e, no máximo, R$ 8.450.
As diferenças registradas na mesma rua são explicadas pela altura em
que se localiza o terreno. A proximidade com a esquina, com uma estação
de metrô, um mercado ou até uma área degradada definem o preço.
Mas, segundo especialistas, o valor venal de um metro quadrado é pelo
menos 30% inferior ao praticado pelo mercado. A defasagem entre as duas
realidades justifica o reajuste do imposto almejado pela Prefeitura em
2014 - o projeto de lei que prevê aumento de até 45% no caso de imóveis
comerciais terá de ser aprovado na Câmara Municipal.


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