Ministro diz que tragédia com imigrantes em Lampedusa não será a última
Roma, 4 out (Efe).- O ministro do Interior da Itália, Angelino
Alfano, disse nesta sexta-feira que o naufrágio de ontem na costa de
Lampedusa provavelmente não será a última tragédia envolvendo
embarcações com imigrantes ilegais que tentam chegar na Europa.
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Após chegar da ilha, Alfano fez um discurso na Câmara dos Deputados e
informou que o barco poderia transportar mais de 400 pessoas, das quais
155 se salvaram, enquanto 111 corpos foram resgatados.
"A embarcação sofreu uma avaria e parou. Não foi avistada. Para pedir
socorro os imigrantes fizeram fogo", disse o ministro no plenário da
Câmara dos Deputados após voltar da ilha.
Infelizmente, acrescentou Alfano, havia gasolina e combustível dos
motores na superfície da embarcação, o que provocou o incêndio.
O pavor produzido pelo fogo fez com que os imigrantes fossem para um lado do barco, que acabou virando, explicou o ministro.
"É importante verificar se no sótão da embarcação existem mais
vítimas. Neste local viajam habitualmente os que pagam menos, os mais
pobres entre os pobres", comentou.
Alfano falou que sentia "vergonha" pelo terrível episódio e disse que
foram os pescadores e os praticantes de esporte aquáticos de Lampedusa
que alertaram, por volta das 7h locais, sobre o acidente.
O dirigente disse que mais de 30 mil imigrantes chegaram na Itália
neste ano e que grande parte deles tiveram que ser socorridos. EFE


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