Romário, Bebeto, Jardel, Marcelinho: o desempenho dos ex-jogadores nas urnas


O futebol atrai fama aos jogadores. E os partidos, de olho em puxadores de voto, vão atrás deles. Mas o fato é que uma bela carreira nos gramados não garante necessariamente votos na urna. Neste domingo, alguns jogadores já consagrados eleitoralmente repetiram o sucesso de votação. Ocorreram algumas novidades, como a eleição de Jardel, ex-Grêmio, no Rio Grande do Sul. Muitos jogadores que tentaram a sorte nas urnas, no entanto, conseguiram chamar a atenção do eleitor. 
De Jardel a Romário, passando por Marcelinho Carioca, Roberto Dinamite, Marques, Dinei e outros, aqui vai o desempenho de alguns jogadores que disputaram a eleição neste domingo. E não jogadores também: destaque para o desempenho de ESQUERDINHA, o massagista do Aparecidense que protagonizou uma bela cena cômica ano passado.

OS BOLEIROS ELEITOS
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Bebeto (SD-RJ)
Deputado estadual: 61.082 votos

O camisa 7 do tetra já havia sido eleito deputado estadual no Rio de Janeiro pelo PDT mas, neste ano, tentou a eleição pelo partido Solidariedade, o que lhe garantiu o número 77777 na urna. Aproveitando também a visibilidade em função de sua participação na organização da Copa do Mundo, Bebeto mais que dobrou a votação de 2010. De 28 mil votos, passou para mais de 61 mil.
Bobô (PCdoB-BA)
Deputado estadual: 27.242 votos
O atacante campeão brasileiro pelo Bahia em 1988 estava à frente da Superintendência de Desportos da Bahia (Sudesb) e, agora, é deputado estadual eleito com pouco mais de 27 mil votos.
Danrlei (PSD-RS)
Deputado federal: 158.973 votos
O ex-goleiro multicampeão com o Grêmio de Luiz Felipe Scolari nos anos 90 já cumpria o primeiro mandato de deputado federal pelo PSD. Agora, foi um dos campeões de votos para a Câmara Federal no Rio Grande do Sul. Danrlei foi eleito para segundo mandato com mais de 157 mil votos, ajudando Jardel, seu companheiro de Grêmio, a se eleger deputado estadual na dobradinha.
Deley (PTB-RJ)
Deputado federal: 48.874 votos
Ex-jogador com longa carreira no Fluminense, onde foi quatro vezes campeão estadual no começo dos anos 80 e campeão brasileiro em 1984, Deley já atuava na política desde o final dos anos 90, tendo sido secretário em Volta Redonda. Foi eleito deputado federal em 2002 e 2006, perdeu em 2010, mas retorna à Câmara, com 48,8 mil votos, pelo PTB.
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Jardel (PSD-RS)
Deputado estadual: 41.227 votos

Novo na política, Jardel recebeu uma ajuda de companheiros daquele histórico time do Grêmio campeão da Libertadores em 1995. Fez dobradinha com Danrlei, reeleito com grande votação para deputado federal, e recebeu apoio do próprio Felipão na propaganda eleitoral. Assim, Jardel conseguiu uma cadeira na Assembleia Legislativa gaúcha. Um dado curioso: em entrevista durante a campanha, Jardel disse que precisava de uma “colocação”. Conseguiu.
João Leite (PSDB-MG)
Deputado estadual: 63.623
Deputado estadual em Minas desde 1995, o “Arqueiro de Deus” obteve mais uma vitória nas urnas. Com mais de 63 mil votos, o ex-goleiro do Galo vai para mais um mandato.
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Romário (PSB-RJ)
Senador: 4.683.963 votos

A votação do baixinho e deputado federal pelo PSB foi impressionante. Romário fez mais de 4,6 milhões de votos, mais de 63%, enquanto a segunda colocada, Liliam Sá (PROS), obteve apenas 507 mil. Os números de Romário ficaram perto da votação dos dois primeiros colocados na eleição para governador, Pezão (PMDB) e Crivella (PRB), que juntos fizeram aproximadamente 4,8 milhões de votos. Se Romário já não tinha papas na língua para atirar contra CBF como deputado federal, imaginem agora como senador.
OS NÃO ELEITOS
Ademir da Guia (PRB-SP)
Deputado estadual: 23.283 votos
O grande ídolo da história do Palmeiras havia sido eleito vereador pelo PC do B em 2004. Desta vez, lutava por uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo pelo PRP. Mas a votação do Divino não foi o bastante: os pouco mais de 23 mil votos não garantiram a eleição.
Dinei (SD-SP)
Deputado federal: 1.541 votos
Atacante identificado com o Corinthians, onde foi tricampeão brasileiro, e com passagens por clubes como Internacional e Cruzeiro, Dinei tentou mais uma vez, sem sucesso, uma vaga na Câmara dos Deputados. Mas a votação foi inexpressiva. O candidato do Solidariedade fez pouco mais de 1,5 mil votos.
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Dinho (PRB-RS)
Deputado estadual: 6.414 votos
Outro ex-jogador do Grêmio que concorreu à eleição no Rio Grande do Sul, Dinho, volante campeão da Libertadores e do Mundial Interclubes pelo São Paulo, e depois campeão da Libertadores pelo Grêmio, fez uma votação de aproximadamente 6,4 mil votos, insuficiente para garantir uma vaga na Assembleia gaúcha pelo PRB.
Iranildo (PMDB-DF)
Deputado distrital: 478 votos
Ex-jogador de Botafogo, Flamengo, Brasiliense e tantos outros clubes, Iranildo encerrou a carreira no Brasiliense e concorreu a deputado distrital. A votação, no entanto, foi muito fraca.
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Marcelinho Carioca (PT-SP)
Deputado estadual: 43.694 votos

O meia habilidoso, campeão brasileiro pelo Flamengo e pelo Corinthians, concorria a deputado estadual pelo PT em São Paulo. A votação de Marcelinho Carioca foi expressiva: mais de 43 mil votos. O número, no entanto, não foi suficiente para sua eleição, mas na atual legislatura ele já chegou a ser empossado.
Marques (PTB-MG)
Deputado estadual: 39.027 votos
Marques, campeão da Copa Conmebol pelo Galo em 1997, e com passagens por Corinthians, Flamengo e Vasco, se candidatou a deputado estadual pelo PTB em Minas. A votação não foi ruim: mais de 39 mil votos. Mas a legenda não colaborou e Marques não foi eleito.
Mazaropi (PCdoB-RS)
Deputado estadual: 4.721 votos
Ex-goleiro do Vasco da Gama e campeão da Libertadores e do Mundial Interclubes em 1983 pelo Grêmio, Mazaropi tentava pela segunda vez uma vaga na Assembleia Legislativa pelo PC do B. Com menos de cinco mil votos, no entanto, não conseguiu ser eleito, mesmo com a ajuda de Manuela D’Ávila, campeã de votação no Rio Grande do Sul, com 221 mil votos.
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Paulo Rink (PPS-PR)
Deputado federal: 19.307 votos

O apoio do craque alemão Schweinsteiger, que divulgou um vídeo com direito a dancinha, ajudou na eleição do ex-centroavante Paulo Rink. Candidato a deputado federal pelo Paraná, o ídolo do Furacão amealhou pouco mais de 19 mil votos pelo PPS, insuficiente para sua eleição. Paulo Rink segue como vereador na Câmara Municipal de Curitiba.
Raul Plasmann (PSC-MG)
Deputado federal: 9.082 votos
O ex-goleiro e ex-comentarista de futebol já havia concorrido a deputado federal pelo Paraná na eleição anterior, sem sucesso. Agora em Minas Gerais, o multicampeão pelo Cruzeiro também não conseguiu a eleição. Candidato pelo PSC, fez pouco mais de nove mil votos.
Reinaldo (PTdoB-MG)
Deputado federal: 840 votos
O eterno ídolo do Galo já foi deputado estadual e vereador em Belo Horizonte. Tentava voltar a um cargo eletivo, mas obteve uma votação inexpressiva. Candidato pelo PT do B, Reinaldo angariou somente 840 votos. Atleticanos consultados nem sabiam que Reinaldo era candidato.
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Roberto Dinamite (PMDB-RJ)
Deputado estadual: 9.452 votos

O descrédito do ídolo vascaíno com seus torcedores refletiu-se nas urnas. Depois de cinco mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o presidente do Vasco fez menos de 10 mil votos, quando na eleição anterior fez mais de 39 mil. Depois de 20 anos, Dinamite deixará de ocupar um cargo eletivo.
Sandro Sotilli (PSB-RS)
Deputado estadual: 7.689 votos
Sandro Sotillli fez fama de artilheiro em diversos times do interior gaúcho, encerrando a carreira de jogador aos 41 anos. Em 2014, o “Alemão Matador” se candidatou a deputado estadual pelo PSB, fazendo cerca de 7,6 mil votos e ficando de fora da Assembleia.
Tarciso Flecha Negra (PSD-RS)
Deputado estadual: 10.422 votos
Um dos grandes nomes do Grêmio nas conquistas da América e do mundo em 1983, Tarciso Flecha Negra é vereador de longa atuação em Porto Alegre. Mas, para a Assembleia Legislativa, não deu. O candidato do PSD, mesmo partido de Danrlei e Jardel, recebeu cerca de 10,4 mil votos, insuficientes para sua eleição.
Washington Coração Valente (PDT-RS)
Deputado federal: 33.492 votos
Centroavante com passagens marcantes por times como Atlético-PR e Fluminense, Washington retornou à Caxias do Sul, onde começou a carreira de jogador, foi eleito vereador e tentava uma vaga a deputado federal pelo PDT. O “Coração Valente” fez mais de 33 mil votos, mas o número não foi suficiente para entrar na grande área da Câmara dos Deputados, mas o deixou na suplência da bancada do partido.
Zé Augusto (PTdoB-PA)
Deputado estadual: 14.721 votos
Ídolo do Paysandu, o “Terçado Voador” concorria a deputado estadual pelo PT do B, mas fez cerca de 14,6 mil votos e não conseguiu a eleição.
OUTROS
O desempenho nas eleições de outros candidatos ligados ao mundo do futebol. Até o Esquerdinha, massagista do Tupi, se candidatou.
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Andres Sanchez (PT-SP)Deputado Federal: 169.834 votos
Não é ex-jogador, mas um candidato que saiu direto do futebol para as urnas. O ex-presidente do Corinthians fez mais de 168 mil votos em São Paulo e garantiu sua eleição para a Câmara dos Deputados, representando o PT.
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Esquerdinha Massagista (PROS-GO)
Deputado estadual: 136 votos

Lembram do massagista do Aparecidense, que no ano passado evitou um gol do Tupi durante uma partida da Série D? Pois depois de protagonizar esta cena épica do nosso futebol, Romildo Fonseca da Silva se apresentou ao eleitor como Esquerdinha Massagista, seu apelido no meio, para uma vaga de deputado estadual em Goiás pelo PROS. O resultado foi menos épico que aquele na grande área do Aparecidense: Esquerdinha fez apenas 136 votos.
Evandro Rogério Roman (PSD-PR)
Deputado federal: 92.042 votos
O ex-árbitrou atuou como Secretário de Esporte durante o governo de Beto Richa no Paraná. Agora, foi eleito deputado federal pelo PSD com mais de 92 mil votos.
Marco Aurélio Cunha (PSD-SP)
Deputado estadual: 44.395 votos
O ex-dirigente do São Paulo e vereador na capital paulista não teve votos suficientes para eleger-se deputado estadual.
Paulo Odone (PPS-RS)
Deputado estadual: 17.442 votos

Ex-presidente do Grêmio e deputado estadual em quinto mandato pelo PPS, Paulo Odone não conseguiu se eleger desta vez. Obteve pouco mais de 17 mil votos, número insuficiente para a eleição.

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